sábado, 5 de maio de 2012

A EVOLUÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL

Desde o início do processo da estabilização da economia com o Plano Real, os paradigmas do mundo do trabalho estão mudando e agora os resultados estão aparecendo com maior clareza. O tipo desemprego mudou e a forma das iniciativas empreendedoras também mudou. Há 20 anos ou há 10 anos havia muito mais pessoas que desejavam ter seu próprio negócio, mas hoje isso está diminuindo. Menos pessoas estão interessadas em abrir seu próprio negócio e isso é resultado direto do emprego estar mais estável, ou seja, mais pessoas empregadas. Como disse em postagens anteriores, o que existe hoje em dia é o desemprego em nichos e são esses nichos que devem ter a atenção das políticas públicas e são nesses nichos onde as políticas públicas que incentivem o empreendedorismo se fazem necessárias, como as leis do MEI , EIRELI, disponibilidade de Microcrédito, etc. Uma pesquisa do Datafolha mostra que em 2001, 70% das pessoas desejavam ter seu próprio negócio, hoje apenas 60% tem essa vontade. Ter o próprio negócio no Brasil ainda é muito complicado. Como podemos ver na informação acima, onde 60% das pessoas desejam ter seu próprio negócio, poucos partem para a ação ou conseguem esse objetivo. O Brasil é considerado um dos mais hostis para se abrir um negócio, contribuindo para isso os altos impostos, as contribuições sociais e taxas que só aumentam, além de uma burocracia voraz. Em algumas cidades há maiores incentivos ou políticas públicas que favorecem o empreendedorismo, como em São Paulo e outras, mas ainda não acontece em todo o país.


A mesma pesquisa do Datafolha que citei acima, mostra que as pessoas estão mais satisfeitas também com seu trabalho, seja empregado ou empreendedor. Hoje são 61% das pessoas contra apenas 45% em 2001. O medo do desemprego também diminuiu, segundo a pesquisa.

Penso que apesar desta percepção, as pessoas não devem pensar que emprego está fácil, e normalmente se acomodam e deixam de evoluir em sua educação e em seu desenvolvimento profissional, podendo transformar isso em risco futuro. Afirmo que mesmo com essa mostra positiva do mercado de trabalho, políticas públicas devem ser criadas ou ampliadas para faixas onde há grande dificuldade de trabalho como jovens e pessoas acima dos 45 anos, por exemplo.



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